Há tempos o trabalho em casa e em diversos outros lugares tem se tornado mais comum, já que a tecnologia permite que certos tipos de serviço sejam cumpridos remotamente, por meio do computador e da internet. Mas o isolamento social forçado pela pandemia de Covid-19 tornou as fronteiras entre os espaços domésticos e de trabalho ainda mais tênues, trazendo mudanças para o setor de mobiliário corporativo.
Uma das tendências em alta é o Design Humanizado, ou Human-Centred Design em inglês. Como diz o nome, é pensar o design de produtos e de espaços com foco no ser humano, de modo que promovam bem-estar físico e mental, produtividade e criatividade; e estimulem a interação entre as pessoas, e entre as pessoas e o ambiente. “O espaço determina o comportamento das pessoas, assim, ele deve atender às necessidades daqueles que nele vivem, trabalham e interagem”, diz relatório da WGSN, empresa mundial de pesquisa de tendências.
“A Maqmóveis está em sintonia com os princípios do design humanizado, pois entender e escutar as necessidades dos usuários, e pensar na sua interação com o móvel e com o ambiente são as premissas dos projetos da empresa”, conta Luciana Sobral, sócia da Novidário, que desenha móveis para a marca.
Graças a esses cuidados, a escola Rainha da Paz, em São Paulo, elegeu itens da Maqmóveis ao renovar todo seu mobiliário em 2019. E essa escolha foi muito especial, pois envolveu todos que frequentam a escola e seus funcionários: os móveis ficaram em exposição no auditório por vários dias, juntos com itens de outras duas marcas concorrentes, e – todos os usuários e funcionários – puderam experimentá-los e analisar sua funcionalidade, conforto, beleza, peso e ergonomia, entre outros critérios.
“Isso mostra o quanto é importante focar em como os usuários vivenciam o mobiliário e o ambiente: no caso de escolas, priorizamos a autonomia do aluno, com móveis que deixam materiais acessíveis, que podem ser deslocados facilmente ou que tornam mais fácil o agrupamento, para trabalhos coletivos”, completa. Para a biblioteca, foi eleita a cadeira Jataí, que é uma releitura das carteiras universitárias, mas com mais funcionalidade e ergonomia. A peça, que ganhou os prêmios Salão Design 2020 e Museu da Casa Brasileira em 2019, serve a destros e canhotos, tem apoio para os pés, possui rodízios e oferece espaço para guardar materiais e gancho para pendurar mochilas, além de ser muito confortável.
A cadeira faz parte de uma linha de móveis que tem como principais atributos a flexibilidade, a ergonomia e o conforto; e que podem ser adaptados a diversas situações. A poltrona Pólen, por exemplo, tem um encosto levemente inclinado e assento mais baixo, que remete a uma cadeira de praia. Essas características se alinham a outra tendência detectada pela WGSN, que é Going Resimercial (ou Tornando-se um híbrido entre residencial e corporativo, em tradução livre): ou seja, a mistura entre mobiliário residencial e corporativo, já que as fronteiras entre esses dois tipos de ambiente praticamente deixaram de existir. O que antes era usado somente em moradias agora pode ocupar escritórios, e vice-versa.
Ainda, nesse momento de mudanças tão rápidas e drásticas nos jeitos de trabalhar, os ambientes corporativos devem ter a capacidade de se adaptar e serem aproveitados para outros usos, sem que para isso seja necessário renovar todo o mobiliário. Assim, Super Flexi (ou Super flexível, em tradução livre) é outra tendência para o setor de móveis de escritório, com peças que podem ser facilmente realocadas ou rearranjadas para diferentes propósitos.